Livros


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“Há um lugar para onde posso ir. Um lugar para onde sempre posso ir.
A casa de meus pais.”

* Sophie Kinsella – Os delírios de consumo de Becky Bloom*

lagrima

“Antes que ele pudesse perguntar, ela sorriu e sussurrou:
_ Mackenzie, todos temos coisas que valorizamos a ponto de colecionar, não é? – A pequena lata relampejou na mente dele. – Eu coleciono lágrimas.”
* William P. Yong In: A cabana P. 74 *

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“Quase como se tivesse recebido uma deixa, um pássaro azul pousou no parapeito da janela e começou a pular para trás e para frente. Papai enfiou a mão numa mistura de grãos que ela devia guardar exatamente para isso. Sem qualquer hesitação e com aparente ar de humildade e gratidão, o pássaro foi direto para a mão dela e começou a comer.
_ Considere nosso amiguinho aqui – começou ela. – A maioria dos pássaros foi criada para voar. Para eles, ficar no solo é uma limitação de sua capacidade de voar, e não o contrário. – Ela parou para deixar que Mack pensasse nisso. – Você, por outro lado, foi criado para ser amado. Assim, para você, viver como se não fosse amado é uma limitação, e não o contrário.
Mack assentiu, não porque concordasse completamente, mas sinalizando que entendia e estava acompanhando. O que ela dizia era bastante simples.
_ Viver sem ser amado é como cortar as asas de um pássaro e tirar sua capacidade de voar. Não é algo que eu queira para você.
Aí é que estava. No momento ele não se sentia particularmente amado.
_ Mack, a dor tem a capacidade de cortar nossas asas e nos impedir de voar. – Ela esperou um momento, permitindo que suas palavras se assentassem. – E, se essa situação persistir por muito tempo, você quase pode esquecer que foi criado originalmente para voar.
* Young W. P.  In: A Cabana p.87 *

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“De repente ouviu passos. Alguém se aproximava. Jasar, contrariado por ver seu sossego perturbado, ia levantar-se, quando, aliviado, deparou com Solimar.
Esta, ao vê-lo, embaraçou-se:
_ Desculpai se vim perturbar-vos, mas eu me retiro.
_ De modo algum, não consinto. Eu é que usurpei-te o lugar de repouso, vindo gozar aqui a quietude da noite. Já que vieste, fica. Não desejo perturbar teu recanto preferido, mas seria um prazer podermos conversar um pouco. Senta-se aqui ao meu lado.
Jasar falava-lhe não como a uma escrava, mas como a uma igual. Para ele, Solimar era um elevado espírito e sua condição de escrava não o tolhia.
Um pouco ruborizada, ela sentou-se na relva ao lado dele. Nunca estivera tão próxima a ele. Isso perturbava-a agradavelmente.
Jasar representava para ela muito mais do que a bondade ou a compreensão. Sentia por ele uma ternura infinita que não procurava sufocar, embora soubesse ser um amor impossível às leis humanas.
Jasar, sentindo a proximidade da moça, também exultava interiormente, desejando prolongar ao máximo aquele momento.
Conversavam sobre diferentes assuntos, porém sem refletir no que diziam, pois seus pensamentos estavam concentrados naquela irresistível atração.
Jasar olhava o meio rosto de Solimar e havia todo o ardor de uma ternura profunda em seus olhos.
A moça, sentindo o peso daquele olhar, olhos baixos, levemente ruborizada, procurava controlar as batidas do coração terrivelmente aceleradas.
_ Solimar, olha para mim. Quero ver teus olhos.
Ela vagarosamente alçou a cabeça, e ele viu na luminosidade daqueles olhos radiosos aquilo que seu coração pedia.
Esquecidos de tudo o mais, viviam aqueles minutos infinitamente felizes, longe de tudo e de todos. Depois, Jasar, num impulso mais forte do que sua vontade, apertou-a efusivamente em seus braços, cobrindo-lhe de beijos os cabelos revoltos.
Ela, feliz, deixou- se ficar assim, sem falar, com receio de quebrar o encanto do momento.
_ Solimar! Eu te amo! Desde o primeiro instante em que te vi, fiquei preso à tua cativante personalidade e quanto mais te conhecia mais e mais te amava. Consintas em ser minha esposa, só contigo serei feliz!
Solimar, com a voz embargada de emoção, à custa respondeu:
_ Mesmo que a vida venha destruir-me após este instante, ainda que eu sofra mil vezes futuramente, tudo será compensado pela felicidade deste momento!”

* O amor venceu – ditado por Lucius – Zibia Gasparetto *

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“Os livros são meu alento, a minha vida e o meu futuro”

* Dostoievsky *

 

 “Os livros não mudam o Mundo, quem muda o Mundo são as pessoas. Os livrosmudam as pessoas. “

* Mário Quintana *

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