Se pudesse descrever esse feriado, resumi-lo em palavras, enfim, diria: livros, leitura, família! Assistimos filmes que nos levaram ao universo dos livros, ambas, eu e minha irmã estamos lendo livros que tratam dessa paixão… até aí tudo bem, de certo modo, escolhemos… mas quando as pequenas passam a fazer essas escolhas, é engraçado!

Parece que é contagioso!!!

Talvez eu seja uma irmã coruja, mas não estou exagerando, não nesse caso, até o banheiro lá de casa é um lugar onde minha irmãzinha menor (sete anos) se esconde para ler! Ela se esquece do tempo, inclusive de que outras pessoas precisam às vezes utilizá-lo para outros fins.

Que ela brinca de bibliotecária não é novidade…rs

Fomos na livraria no domingo, ela simplesmente adora! Como se sente a vontade, sentada nas almofadas ela folheava os livros, vários deles… como eu adoro vê-la assim, seus olhos brilham… e ri muito quando ela disse “eu preciso desse livro”, como eu disse que não compraria ela apelou, “Sandla, a minha professora tá pedindo ele”… ela fala como o Cebolinha mesmo..rs Eu e minhas outras irmãs rimos até pela sua perspicácia! rs Só para constar, tenho 3 irmãs.

Se eu fosse comprar tudo o que ela me pediu nesse dia eu estava encrencada! Talvez seja melhor ela aprender desde pequena que é necessário esperar e que infelizmente não podemos ter todos os livros de que “precisamos”!

Mas a intenção desse post era falar sobre o filme “84 Charing Cross Road” , 1986 – David Hugh Jones, cujo título em português é “Nunca te vi, sempre te amei” um dos filmes que assistimos esse fim de semana e que eu finalmente consegui locar e que trata exatamente dessa paixão pelos livros. Será que eu gostei do filme por isso???

Não há dúvidas de que eu queria assistí-lo justamente por isso, mas o filme é muito melhor do que eu imaginava! É comovente como o interesse pelos livros foi capaz de aproximar pessoas de continentes diferentes e torná-los tão íntimos, tão próximos! Uma escritora americana, pobre e mal humorada entra em contato com uma livraria em Londres com o objetivo de adquirir os livros que não encontrava nos EUA, inicia-se assim uma troca de cartas, de gentilezas e histórias que dura 20 anos. A afinidade entre a escritora e o livreiro durante esses 20 anos é encantadora! O título do filme em português não tem nada haver com o original, mas nesse caso foi adequadamente escolhido, pelo menos eu acho!

E as cartas que trocavam??? Que delícia receber cartas – não é a mesma coisa que email, embora eu não viva mais sem o meu. As cartas podemos guardar. Tá… email também, mas as cartas podemos tocar, cheirar… assim como os livros. E a felicidade dela, Helen, quando recebia os livros pelo correio??? Quando compro um pela internet fico toda anciosa e sei que vai chegar rapidinho, mas ela… e naquela época, nossa deveria ser uma eternidade! rs

Amei o filme!!! E o fim de semana também… ler no barulho também é gostoso! Não avancei muito na minha leitura porque as pequenas não largavam do meu pé… acabei me juntando a elas e tornamos a leitura da minha irmã um pouco mais animada, com direito a várias pausas de modo que ela aproveitasse a companhia das irmãs queridas e pentelhas! Por várias vezes nos expulsou do quarto… mas não adiantou! rs E meus pais ainda não entendem porque ela lê e assiste filmes de madrugada?!? ;-p

Anúncios