Amor, devoção, companheirismo e uma vida em comum. Talvez tenha sido esse o motivo. Mas é difícil crer que nos dias de hoje isso seja possível, por mais importante que tenham sido um para o outro em vida. Mas que diferença tem a época, talvez isso não faça sentido, talvez eu queira encontrar uma desculpa, uma razão…

Talvez o amor baste para explicar. Mas é tão abstrato, intangível! Duas vidas interrompidas… Talvez existam mais casos de Romeu e Julieta, Tristão e Isolda na vida real do que eu imaginava.

Até que ponto a morte é o fim?

Hoje soube de um casal que decidiu dar fim a vida por não poderem, imagino eu, viverem e sobreviverem sem a companhia um do outro. Conheço apenas fragmentos da história, que como é bastante comum, certamente foi modificada e distorcida conforme os boatos foram sendo espalhados.

Segundo soube, era um casal de idosos e que o marido vinha tendo alguns problemas de saúde nos últimos tempos. Ontem foram encontrados, marido e mulher sem vida, enforcados… foram sepultados juntos.

Falta-me palavras, deviam se importar bastante um com o outro a ponto de interromper a vida, algo tão grandioso. Acharam que a morte era o fim…realmente não estou certa disso!

Penso que escolheram um fim trágico para essa história de amor que possivelmente tenha sido intensa e apesar do desfecho escolhido por eles, bonita. Essa história me comoveu, tal como uma história contada num livro. Mas foi real, um amor vivido até as últimas conseqüências e que agora não temos idéia de quão intensos foram seus sentimentos e se realmente essa história tenha chegado ao fim… talvez porque para mim, a morte não signifique o fim.

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