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areia

“… De todos que me beijaram,
de todos que me abraçaram,
já não me lembro, nem sei!
São tantos os que  me amaram, são tantos os  que eu amei…
Mas tu, que rude contraste,
tu que jamais me beijaste, tu que jamais abracei,
só tu nesta alma ficaste de todos os que eu amei”

* Paulo Setúbal *

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“Às vezes é preciso recolher-se. O coração não quer obedecer, mas alguma vez aquieta; a ansiedade tem pés ligeiros, mas alguma vez resolve sentar-se à beira dessas águas. Ficamos sem falar, sem pensar, sem agir. É um começo de sabedoria, e dói. Dói controlar o pensamento, dói abafar o sentimento, além de ser doloroso parece pobre, triste e sem sentido. Amar era tão infinitamente melhor; curtir quem hoje se ausenta era tão imensamente mais rico. Não queremos escutar essa lição da vida, amadurecer parece algo sombrio, definitivo e assustador. Mas às vezes aquietar-se e esperar que o amor do outro nos descubra nesta praia isolada é só o que nos resta. Entramos no casulo fabricado com tanta dificuldade, e ficamos quase sem sonhar. Quem nos vê nos julga alheados, quem já não nos escuta pensa que emudecemos para sempre, e a gente mesmo às vezes desconfia de que nunca mais será capaz de nada claro, alegre, feliz. Mas quem nos amou, se talvez nos amar ainda há de saber que se nossa essência é ambigüidade e mutação, este silencio é tanto uma máscara quanto foram, quem sabe, um dia os seus acenos”.
* Lya Luft *

Emprestei daqui!

happy

“Sinto que renasci. Minha vida pode recomeçar. De agora em diante, vou tentar não ficar triste com o que me foi levado embora, e sim feliz com o que me foi dado de volta. O sol vai nascer amanhã – ele me disse – e depois de amanhã e depois de depois de amanhã. Não deixe que aquilo se torne a coisa mais importante que aconteceu na sua vida. Olhe para a frente. Você vai ter um futuro. Você vai viver uma vida”.
* Nando Parraro In: Milagre nos Andes *

“Amigos morrem,

as ruas morrem,

as casas morrem.

Os homens se amparam em retratos.

Ou no coração dos outros homens”

* Ferreira Gullar*

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“De repente ouviu passos. Alguém se aproximava. Jasar, contrariado por ver seu sossego perturbado, ia levantar-se, quando, aliviado, deparou com Solimar.
Esta, ao vê-lo, embaraçou-se:
_ Desculpai se vim perturbar-vos, mas eu me retiro.
_ De modo algum, não consinto. Eu é que usurpei-te o lugar de repouso, vindo gozar aqui a quietude da noite. Já que vieste, fica. Não desejo perturbar teu recanto preferido, mas seria um prazer podermos conversar um pouco. Senta-se aqui ao meu lado.
Jasar falava-lhe não como a uma escrava, mas como a uma igual. Para ele, Solimar era um elevado espírito e sua condição de escrava não o tolhia.
Um pouco ruborizada, ela sentou-se na relva ao lado dele. Nunca estivera tão próxima a ele. Isso perturbava-a agradavelmente.
Jasar representava para ela muito mais do que a bondade ou a compreensão. Sentia por ele uma ternura infinita que não procurava sufocar, embora soubesse ser um amor impossível às leis humanas.
Jasar, sentindo a proximidade da moça, também exultava interiormente, desejando prolongar ao máximo aquele momento.
Conversavam sobre diferentes assuntos, porém sem refletir no que diziam, pois seus pensamentos estavam concentrados naquela irresistível atração.
Jasar olhava o meio rosto de Solimar e havia todo o ardor de uma ternura profunda em seus olhos.
A moça, sentindo o peso daquele olhar, olhos baixos, levemente ruborizada, procurava controlar as batidas do coração terrivelmente aceleradas.
_ Solimar, olha para mim. Quero ver teus olhos.
Ela vagarosamente alçou a cabeça, e ele viu na luminosidade daqueles olhos radiosos aquilo que seu coração pedia.
Esquecidos de tudo o mais, viviam aqueles minutos infinitamente felizes, longe de tudo e de todos. Depois, Jasar, num impulso mais forte do que sua vontade, apertou-a efusivamente em seus braços, cobrindo-lhe de beijos os cabelos revoltos.
Ela, feliz, deixou- se ficar assim, sem falar, com receio de quebrar o encanto do momento.
_ Solimar! Eu te amo! Desde o primeiro instante em que te vi, fiquei preso à tua cativante personalidade e quanto mais te conhecia mais e mais te amava. Consintas em ser minha esposa, só contigo serei feliz!
Solimar, com a voz embargada de emoção, à custa respondeu:
_ Mesmo que a vida venha destruir-me após este instante, ainda que eu sofra mil vezes futuramente, tudo será compensado pela felicidade deste momento!”

* O amor venceu – ditado por Lucius – Zibia Gasparetto *

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“Os livros são meu alento, a minha vida e o meu futuro”

* Dostoievsky *

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“O correr da vida embrulha tudo. A vida é assim: esquenta e esfria, aperta e daí afrouxa, sossega e depois desinquieta.  O que ela quer da gente é coragem”.

* Guimarães Rosa *

A responsabilidade é nossa. Nós assumimos os compromissos morais que desejamos. Devemos evitar o fracasso e vencer os obstáculos. O arrependimento é um sentimento doloroso de desencanto. A verdadeira felicidade consiste em vencermos as lutas interiores. Quando nos propomos à realização de algo bom, sabemos que fatalmente teremos que lutar contra as nossas próprias fraquezas e com o ambiente que criamos, no qual nos habituamos a viver no passado e que nos torna agradável a permanência nas coisas imediatistas. Sempre que lutamos contra o tédio e seguimos o desejo de alimentar nosso espírito aprimorando-o, satisfazendo-lhe a sede de elevação, encontramos nossos vícios e fraquezas com mais frequência, sofrendo-lhe as tentações. Vencê-los é trabalho nosso. Quando conseguimos, sentiremos despontar uma nova luz dentro de nós. Nos tornaremos mais felizes.”

 * Zibia M. Gasparetto pelo espírio Lúcius – O morro das ilusões *

“A primavera nascerá um pouco mais tarde esse ano, um pouco mais tarde sobre minhas vãs ilusões, sobre minhas solitárias lembranças de você. Porquê você me deixou e levou todos os setembros”

Claudio Rabello *

Emprestei da Lyani

“Em minhas andanças eu quase nunca soube se estava fugindo de alguma coisa ou caçando outra”

* Rubem Braga *

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