Julho 2008


Há dias estou assim,  sem muita disposição para atualizar o blog!

Falta-me graça, inspiração, idéia, paciência…

Estou a procura disso nessa loucura que tem sido meus últimos dias… Engraçado, não encontro!

Ao invés disso, os dias tem sido longos, cansativos, cheios… cheios de coisas para fazer, cheios de escolhas. Cheios!

Até as guias, as calçadas deram de ficar no meu caminho! rs Comecei as aulas práticas na auto escola. Não é que o carro andou! rs  Até balisa eu fiz… fala sério, que dificuldade! Percebi que estou fraquinha… aquele volante de repente fica pesado demais! rs

Enfim… mais um semestre se inícia e a correria vai aumentar. Não vai sobrar muito tempo! Talvez isso seja bom!  

Sandra

 

Abençoados os que possuem amigos, os que os têm sem pedir.
Porque amigo não se pede, não se compra, nem se vende.
Amigo a gente sente!
Benditos os que sofrem por amigos, os que falam com o olhar.
Porque amigo não se cala, não questiona, nem se rende.
Amigo a gente entende!
Benditos os que guardam amigos, os que entregam o ombro pra chorar.
Porque amigo sofre e chora.
Amigo não tem hora pra consolar!
Benditos sejam os amigos que acreditam na tua verdade ou te apontam a realidade.
Porque amigo é a direção.
Amigo é a base quando falta o chão!
Benditos sejam todos os amigos de raízes, verdadeiros.
Porque amigos são herdeiros da real sagacidade.
Ter amigos é a melhor cumplicidade!
 

  * Machado de Assis *

 Recebi da Valk por email! =D

A arte de viver é simplesmente a arte de conviver ... simplesmente, disse eu? 
Mas como é difícil!

 * Mário Quintana * 

Como pode ser gostar de alguém
E esse tal alguém não ser seu
Fico desejando nós gastando o mar
Pôr-do-sol, postal, mais ninguém

Peço tanto a Deus
Para esquecer
Mas só de pedir me lembro
Minha linda flor
Meu jasmim será
Meus melhores beijos serão seus

Sinto que você é ligado a mim
Sempre que estou indo, volto atrás
Estou entregue a ponto de estar sempre só
Esperando um sim ou nunca mais

É tanta graça lá fora passa
O tempo sem você
Mas pode sim
Ser sim amado e tudo acontecer

Sinto absoluto o dom de existir,
Não há solidão, nem pena
Nessa doação, milagres do amor
Sinto uma extensão divina

É tanta graça lá fora passa
O tempo sem você
Mas pode sim
Ser sim amado e tudo acontecer
Quero dançar com você
Dançar com você
Quero dançar com você
Dançar com você

* Vanessa da Mata *

Já passa das onze e meia da noite. Cheguei em casa há pouco, depois de um dia cheio.

Quando abri a porta e olhei para baixo vi um envelope, pensei “contas, propagandas, céus eles não se cansam!!!”. A luz estava apagada não conseguia identificar o envelope. Acendi a luz. Era uma carta. Uma carta pra mim!

No final da carta havia um PS: “Um email com certeza chegaria mais rápido, mas nós sabemos que não seria tão charmoso”

A carta era da minha irmã… o conteúdo não vou revelá-lo. Mas eu fiquei tão feliz em receber essa carta, adoro receber cartas. Adoro receber emails, recados no orkut, comentários aqui no blog. Adorooo!

Mas a carta guarda consigo grandes significados. Podemos tocá-la, cheirá-la, guardá-la… foi escrita a próprio punho. Concordo com a minha irmã, as cartas são charmosas… por que elas guardam, resgatam, nos fazem voltar ou parar no tempo. As palavras nelas contidas preservam um sentimento, um desejo. A grafia de quem a escreveu é única, pertence aquela pessoa, mesmo que com o tempo ela também se modifique.

Minha sister, minha frô… eu amooo vc do jeito que você é! O fato de sermos diferentes não muda em nada o que vc significa para mim. Obrigada pela carta, obrigada por vc existir! Sinta-se abraçada agora pela tata, ok! :)

Pintura: Girl reading a letter at an open window -  Vermeer (1657)

Encontrei uma entrevista de Rubem Alves e gostei muito dessa resposta em especial, fala a respeito das cartas, nesse caso em particular, as cartas de amor:

” Luíza de Andrade – O que o senhor acha das cartas de amor?

Rubem Alves – Acho comovente. Tem uma tela do pintor Vermeer que é uma mulher lendo uma carta. É um quadro que tenho no meu quarto. A carta só tem sentido quando os dois estão separados. A carta é um sinal de solidão. A gente escreve não para dar informação. As informações não têm a menor importância, porque elas não fazem parte da essência da carta de amor. O que faz uma carta de amor é o fato de que um tocou aquela folha e o outro vai tocar a mesma folha de papel. Assim, você toca a carta, mas o outro não está lá. É por isso que a carta de amor tem essa beleza triste.”

Sugiro a leitura da entrevista também!

Era uma vez uma menina que tinha um pássaro como seu melhor amigo.
Ele era um pássaro diferente de todos os demais: era encantado.
Os pássaros comuns, se a porta da gaiola ficar aberta, vão-se embora para nunca mais voltar. Mas o pássaro da menina voava livre e vinha quando sentia saudades… As suas penas também eram diferentes. Mudavam de cor. Eram sempre pintadas pelas cores dos lugares estranhos e longínquos por onde voava. Certa vez voltou totalmente branco, cauda enorme de plumas fofas como o algodão…
— Menina, eu venho das montanhas frias e cobertas de neve, tudo maravilhosamente branco e puro, brilhando sob a luz da lua, nada se ouvindo a não ser o barulho do vento que faz estalar o gelo que cobre os galhos das árvores. Trouxe, nas minhas penas, um pouco do encanto que vi, como presente para ti…
E, assim, ele começava a cantar as canções e as histórias daquele mundo que a menina nunca vira. Até que ela adormecia, e sonhava que voava nas asas do pássaro.
Outra vez voltou vermelho como o fogo, penacho dourado na cabeça.
— Venho de uma terra queimada pela seca, terra quente e sem água, onde os grandes, os pequenos e os bichos sofrem a tristeza do sol que não se apaga. As minhas penas ficaram como aquele sol, e eu trago as canções tristes daqueles que gostariam de ouvir o barulho das cachoeiras e ver a beleza dos campos verdes.
E de novo começavam as histórias. A menina amava aquele pássaro e podia ouvi-lo sem parar, dia após dia. E o pássaro amava a menina, e por isto voltava sempre.
Mas chegava a hora da tristeza.
— Tenho de ir — dizia.
— Por favor, não vás. Fico tão triste. Terei saudades. E vou chorar…— E a menina fazia beicinho… (mais…)

Tenho fases, como a lua
Fases de andar escondida,
fases de vir para a rua…
Perdição da minha vida!
Perdição da vida minha!
Tenho fases de ser tua,
tenho outras de ser sozinha

Fases que vão e que vêm,
no secreto calendário
que um astrólogo arbitrário
inventou para meu uso.

E roda a melancolia
seu interminável fuso!
Não me encontro com ninguém
(tenho fases, como a lua…)
No dia de alguém ser meu
não é dia de eu ser sua…
E, quando chega esse dia,
o outro desapareceu…

* Cecília Meireles *

 

“Vai passar, tu sabes que vai passar. Talvez não amanhã, mas dentro de uma semana, um mês ou dois, quem sabe? O verão está aí, haverá sol quase todos os dias, e sempre resta essa coisa chamada “impulso vital”. Pois esse impulso é, às vezes cruel, porque não permite que nenhuma dor insista por muito tempo, te empurrará quem sabe para o sol, para o mar, para uma nova estrada qualquer e, de repente, no meio de uma frase ou de um movimento te surpreenderás pensando algo assim como ‘estou contente outra vez’…”

* Caio Fernando Abreu In:  Caio 3D O Essencial da década de 1980 *

Obrigada Evy! =D

 

O livro estava aqui para nos testar, para ver se alguém aqui perceberia que aquilo que nos une é muito maior do que qualquer coisa que nos divida. Que ser humano é muito mais importante do que  ser judeu ou muçulmano, católico ou ortodoxo.”

 * Geraldine Brooks In: As memórias do livro *

Em um grão, vêm cem colheitas.   Em um coração, um mundo inteiro está contido”

* Geraldine Brooks In:  As memórias do Livro *

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