“Meu coração tá ferido de amar errado”

* Caio Fernando Abreu *

“De você sei quase nada
Pra onde vai ou porque veio
Nem mesmo sei
Qual é a parte da tua estrada
No meu caminho

Será um atalho
Ou um desvio
Um rio raso
Um passo em falso…”

* Zeca Baleiro *

areia

“… De todos que me beijaram,
de todos que me abraçaram,
já não me lembro, nem sei!
São tantos os que  me amaram, são tantos os  que eu amei…
Mas tu, que rude contraste,
tu que jamais me beijaste, tu que jamais abracei,
só tu nesta alma ficaste de todos os que eu amei”

* Paulo Setúbal *

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“Há um lugar para onde posso ir. Um lugar para onde sempre posso ir.
A casa de meus pais.”

* Sophie Kinsella – Os delírios de consumo de Becky Bloom*

“That I would be good even if I did nothing”

*Alanis Morissette *

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Siga em paz….
Acho que eu também precisava te dizer isso, precisava virar essa página.

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“Às vezes é preciso recolher-se. O coração não quer obedecer, mas alguma vez aquieta; a ansiedade tem pés ligeiros, mas alguma vez resolve sentar-se à beira dessas águas. Ficamos sem falar, sem pensar, sem agir. É um começo de sabedoria, e dói. Dói controlar o pensamento, dói abafar o sentimento, além de ser doloroso parece pobre, triste e sem sentido. Amar era tão infinitamente melhor; curtir quem hoje se ausenta era tão imensamente mais rico. Não queremos escutar essa lição da vida, amadurecer parece algo sombrio, definitivo e assustador. Mas às vezes aquietar-se e esperar que o amor do outro nos descubra nesta praia isolada é só o que nos resta. Entramos no casulo fabricado com tanta dificuldade, e ficamos quase sem sonhar. Quem nos vê nos julga alheados, quem já não nos escuta pensa que emudecemos para sempre, e a gente mesmo às vezes desconfia de que nunca mais será capaz de nada claro, alegre, feliz. Mas quem nos amou, se talvez nos amar ainda há de saber que se nossa essência é ambigüidade e mutação, este silencio é tanto uma máscara quanto foram, quem sabe, um dia os seus acenos”.
* Lya Luft *

Emprestei daqui!

Fiz o teste…não resisti, faz algum sentido!

    livro-12

“A paixão segundo GH”, de Clarice Lispector

Você é daqueles sujeitos profundos. Não que se acham profundos – profundos mesmo. Devido às maquinações constantes da sua cabecinha, ao longo do tempo você acumulou milhões de questionamentos. Hoje, em segundos, você é capaz de reconsiderar toda a sua existência. A visão de um objeto ou uma fala inocente de alguém às vezes desencadeiam viagens dilacerantes aos cantos mais obscuros de sua alma. Em geral, essa tendência introspectiva não faz de você uma pessoa fácil de se conviver. Aliás, você desperta até medo em algumas pessoas. Outras simplesmente não o conseguem entender.
Assim é também “A paixão segundo GH”, obra-prima de Clarice Lispector amada-idolatrada por leitores intelectuais e existencialistas, mas, sejamos sinceros, que assusta a maioria. Essa possível repulsa, porém, nunca anulará um milésimo de sua força literária. O mesmo vale para você: agrada a poucos, mas tem uma força única.

Quer saber tb que livro seria, faça o teste.

lagrima

“Antes que ele pudesse perguntar, ela sorriu e sussurrou:
_ Mackenzie, todos temos coisas que valorizamos a ponto de colecionar, não é? – A pequena lata relampejou na mente dele. – Eu coleciono lágrimas.”
* William P. Yong In: A cabana P. 74 *

bird

“Quase como se tivesse recebido uma deixa, um pássaro azul pousou no parapeito da janela e começou a pular para trás e para frente. Papai enfiou a mão numa mistura de grãos que ela devia guardar exatamente para isso. Sem qualquer hesitação e com aparente ar de humildade e gratidão, o pássaro foi direto para a mão dela e começou a comer.
_ Considere nosso amiguinho aqui – começou ela. – A maioria dos pássaros foi criada para voar. Para eles, ficar no solo é uma limitação de sua capacidade de voar, e não o contrário. – Ela parou para deixar que Mack pensasse nisso. – Você, por outro lado, foi criado para ser amado. Assim, para você, viver como se não fosse amado é uma limitação, e não o contrário.
Mack assentiu, não porque concordasse completamente, mas sinalizando que entendia e estava acompanhando. O que ela dizia era bastante simples.
_ Viver sem ser amado é como cortar as asas de um pássaro e tirar sua capacidade de voar. Não é algo que eu queira para você.
Aí é que estava. No momento ele não se sentia particularmente amado.
_ Mack, a dor tem a capacidade de cortar nossas asas e nos impedir de voar. – Ela esperou um momento, permitindo que suas palavras se assentassem. – E, se essa situação persistir por muito tempo, você quase pode esquecer que foi criado originalmente para voar.
* Young W. P.  In: A Cabana p.87 *

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